terça-feira, 13 de novembro de 2012

O que me trouxe até aqui - Parte 04

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Parte 02:Clique Aqui
Parte 03:Clique aqui

No último texto eu falei sobre Meu Super Nintendo e os principais jogos essa época que foram Ronaldinho Soccer e Ultimate Mortal Kombat 3. Claro que tiveram outros games, como Top Gear 2, Nigel Mansell, Street Fighter II, mas eu me centrei nos supracitados. Logo depois dessa época eu comprei o meu primeiro PS1 e a minha jogatina mudou completamente...

No final de 2001 eu trabalhava em um Supermercado e juntava o dinheiro das "caixinhas". era um bom dinheiro e apenas no mês de Dezembro daquele ano eu consegui comprar um PS1. Eu comprei o aparelho de uma amiga da minha irmã e tive medo de ver aqueles jogos "de menina" tipo Barbie e tal, mas para a minha felicidade (alegria, não) ela tinha Resident Evil 2, Winning Eleven e até Gran Turismo 1. Eu acho que foi por isso que ela disse que não gostou do aparelho...

O caso é que eu viciei. Jogava Winning Eleven todos os dias e certa vez comprei uma daqueles Hacks com times europeus. Eu gostava muito mais de jogar com times italianos do que os brasileiros (mais até que o meu Grêmio), principalmente porque os times brasileiros sempre são ruins de dar dó, frente à um Real Madrid ou Barcelona. O caso é que eu só escolhia o Milan, com a dupla Shevchenko e Inzaghi. Eu tenho um primo que vinha todos os dias e jogávamos até a hora de eu ir trabalhar - na época eu trabalhava no turno da tarde. Ele vivia em casa e a gente só jogava WE, eu até tentava jogar outro jogo, mas ele sempre torcia o nariz e acabávamos voltando pro futebol. O caso é que Winning Eleven acabou com a minha vida social e também impediu que eu conhecesse outros jogos, pois no meu PS1 não entrava outro game. Acho que foram uns bons 2 ou 3 anos desse modo. Claro que, quando eu estava sozinho jogava outros jogos, mas ainda assim passava mais tempo no WE.

Um fato interessante é que, quando eu me desfiz do meu PS1 (troquei por um Nintendo 64 + um Super Nintendo) esse primo nunca mais voltou em casa para jogar. Mais tarde ele comprou um PS2, mas não era a mesma coisa, na minha casa era tudo mais divertido e ele me tratava como se eu fosse analfabeto dos games dizendo coisa do tipo: "Não aperta nenhum botão durante o loading que estraga o leitor!" - Pode uma idiotice dessas? Ou tra coisa que me deixou frustrado é que esse primo dizia para eu vender todos os meus consoles (na época 7) para comprar um PS2... A coisa era tão chata que ele se sentia quase um deus, do tipo "eu tenho um PS2, sou melhor que as outras pessoas..." Caramba! Na época todo mundo tinha um PS2. Eu só não tinha um por causa de uma birra contra o aparelho justamente porque eu não podia comprar um Gamecube que, por aqui, custava os olhos da cara e um game original (na época não tinha pirata) passava da casa dos R$ 200,00...
Esse primo ficou tão chato que eu nunca mais fui atrás dele pra jogar. Deixa ele pra lá...


Voltando á epoca que eu comprei o PS1...

Como eu disse, eu trabalhava em um Super mercado. No sábados eu trabalhava até as 22:30, então eu chegava em casa lá pelas 23:15, 23:30. Eu tomava banho, comia alguma coisa e sentava na poltrona que eu tinha no meu quarto e jogava Resident Evil 2 até não aguentar mais ficar acordado. O jogo era bom demais e eu me assustava a cada instante. Demorei muito para zerar o game, mas depois disso eu ficava tentando baixar o tempo de zeramento. Meu recorde é de 1h58 com apenas 1 save. O meu problema era que o disco pirata que eu tinha não era bom e não abria o segundo cenário com a Clair, então eu era obrigado a apagar o savegame e começar tudo de novo. eu não me importava e acho que até hoje já zerei esse game umas 15 ou 16 vezes. Recentemente comprei a versão para Nintendo 64 e pude ver  o tal 4º sobrevivente, o To-Fu. O que posso dizer é que o personagem é ridículo, um bloco branco que vai ficando vermelho a cada mordida de zumbi até morrer. Eu lembro também que o pessoal lia as revistas e diziam que o Nintendo 64 nunca poderia ter Resident Evil porque o Cart não tinha memória suficiente. Sobre isso eu posso dizer suas coisas. 
1ª - o pessoal que lia as revistas não entendia na da de nada e só repetia o que era dito pelos editores, como papagaio de pirata.
2ª - Resident Evil 2 para Nintendo 64 ficou até superior à versão de PS1 no que diz respeito aos gráficos se utilizado o Cartucho do expansão. As FMV estão todas lá, o problema era que tinham que cortar alguma coisa e mexeram nas vozes, que ficaram com qualidade pior, abafadas, como se os personagens tivessem ovos na boca. mas ainda assim ficou ótimo e é Resident Evil em Cartucho...

O problema do Resident Evil 2 fez com que eu deixasse de jogar jogos piratas. Eu tinha decidido não ter mais um PS1 e como eu estava com o N64, comecei a comprar apenas cartuchos originais. Aqui na minha cidade um cart usado saia por R$ 50,00 cada. E não importava o jogo. Podia ser Zelda ou Scoob Doo. Eu cheguei a comprar 1 jogo por mês e a brincadeira tinha ficado boa. Eu tinha Super Mario 64, ISS 64, Banjo-Kazooie e Goldeneye 007. Depois disso eu consegui um Sega Saturn...

Na época que a VIVO surgiu eu comprei um aparelho para mim e para minha esposa (na época namorada).  Ele veio com R$500,00 de bônus para ligação, mais R$500,00 para SMS. Eu gastei tudo em 15 dias e o aparelho não tinha mais serventia. Pouco depois um colega me ofereceu um Saturn no celular. Eu topei. O console veio com 18 jogos originais mais um volante. Para quem não queria mais jogo piratas estava ótimo. 

Tempos depois eu comprei uma revista que falava do jogo Yugioh, que eu ogava muito quando tinha um PS1. Dentro tinha uma entrevista com três carinhas que tinha coleção de videogames. Cada um tinha mais de 20 aparelhos, e eu pensei: "Cara! Eu também quero uma coleção!" Eu comecei a procurar com amigo e nos jornais e em pouco tempo já tinha 7 aparelhos: 
1-Snes, 
2-Mega Drive 3, 
3-Master Sistem, 
4-Nintendo 64, 
5-Sega Saturn, 
6-Gameboy Color e 
7-PsOne (que eu comprei e voltei a jogar jogos piratas)

Eram esses 7 consoles que o meu primo mandava vender para comprar um PS2...

Pouco depois eu estava casado e já tinha meu 2º computador, e foi nele que conheci os emuladores. Eu fiz a maior burrada que poderia fazer. O controle do meu Saturn estava ruim e eu não sabia onde encontrar outro. Eu poderia guardar o aparelho e esperar até conseguir outro, mas não, eu desanimei e troquei o aparelho por 200 gibis. Depois fui me desfazendo de um por um até que não restou nenhum aparelho. Eu passei a jogar apenas nos emuladores e dizia que estava bom.

Minha esposa queria me dar um PS2 de presente, mas por causa da birra com o parelho (que eu citei acima, eu queria um Gamecube) nunca aceitei e não me arrependo disso.

Eu joguei muita coisa no PC, aliás, foi nele que joguei Resident Evil 4, Doom 3 e Need For Speed Underground 2, mas já estava ficando chato jogar na tela do PC. Eu queria era jogar na TV...

No próximo teto eu vou tentar acabar com essa história. Vou falar do Nintendo DS, PSP e da minha atual coleção...



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Fatos interessantes:

-Na época que eu namorava, eu peguei o Nintendo 64 e um Snes. Pouco depois eu comprei um Snes e dei para minha esposa (então namorada). Ela, pouco depois, comprou um PSOne dizendo que odiava o Nintendo 64 e não suportava os meus jogos. A gente nem brigava...

-Como eu tinha videogames, eu queria que todos os meus colegas tivessem. Para isso eu os forçava a comprar algum console. Um colega meu comprou um Snes para as filhas dele, mas elas nunca jogaram...

-Até hoje eu já tive muitos aparelhos repetidos. Listarei à baixo o total de consoles que tive até hoje:

_Snes - 10 
_Nintendo 64 - 3
_Mega Drive - 5
_Gameboy - 1
_Gameboy Color - 4
_ PS1/PSOne - 7
_Master Sistem - 1
_Dreamcast - 1
_Famicom - 1
_Game Gear- 1
_Wii - 1
_PS2 - 2
_Dynavision - 1
_PSP - 2
_Nintendo DS - 1
_Sega CD - 1
_Atari 2600 - 2
_Dactar - 1

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O que me trouxe até aqui. - Parte 03

Parte 1: Clique aqui

Parte 2: Clique aqui

Quando eu comecei a escrever estes textos, dividindo-os em partes, eu queria apenas colocar todas as minhas memórias em ordem. Claro que eu não conseguirei colocar tudo aqui, mas sim, aquelas que foram marcantes para mim. Continuemos...

Por volta de 1998, o amigo citado no texto anterior tinha uma coleção de HQ's, ou "gibis, se preferirem. Ele me mostrou uma revista do Homem-Aranha e uma do Wolverine . Depois disso fiquei viciado em ler as histórias. Lia tanto que nem me importava mais com videogames. Jogava sim, vez ou outra na casa de algum amigo, mas eu queria saber apenas das HQ's... 

Primeira HQ que eu li



Depois de um tempo comprei meu primeiro console: Um Super Nintendo. Foi nesta ocasião que eu fiz algo que não me arrependo por desconhecer o console, mas que me bate certa frustração, pois o rapaz que me vendeu o Snes também tinha um Neo Geo CD, que eu não quis nem ver. Naquele dia eu pensei que o Neo Geo CD não teria jogos (piratas) para eu comprar e o rapaz tinha apenas três. Não me lembro quais, mas eram somente de luta. Pensando no custo-benefício, optei pelo console da Nintendo...
Neo Geo CD, ainda terei um...


E minha vida continuou. Eu jogava Mario Kart, Ronaldinho Soccer e o primeiro jogo que eu zerei foi Doomtroopers. Aí, eu comprei um cart do jogo Sidepocket. Eu nunca gostei do game, mas meu pai, antes um Hater dos mais fervorosos, passou a jogar o game sem parar. Na época ele trabalhava em uma empresa que o obrigava a fica longos períodos fora de casa, mas em compensação, quando voltava também ficava de 10 a 15 dias. E o que ele mais fazia? Jogava Sidepocket... E era muito legal, pois ele jogava, jogava e jogava, ai desafiava minha mãe (que odiava isso) e minha irmã e ganhava das duas, então ele me desafiava, eu ganhava e ele dizia: "sai daqui que eu vou treinar mais um pouco..." Até hoje nunca perdi dele...


Uma vez teve a final do Campeonato Carioca entre Vasco e Flamengo e o Petkovic fez aquele gol de falta que o fez famoso. Na hora pensei: "Vou jogar Ronaldinho Soccer e fazer essa final..." Hah! Quando liguei o console, quem disse que acendia a luz? A fonte tinha queimado. Ok, sem problemas! Só que a TV também tinha queimado. Eu fui falar com meu pai e ele disse: "não sei de nada!" e minha irmã disse assim: "Quando você sai pra trabalhar ele liga o videogame e só sai quando você tah chegando..." Meu pai riu confirmando. Bem, eu saia por volta das 7h30 e voltava lá pelas 18h30. Era bastante tempo para ele jogar, não eh? Pois ele conseguiu queimar a fonte e a minha TV. Até hoje tiro um sarro dele...
Foi a melhor imagem do gol que eu consegui...


O meu Snes foi a segunda melhor fase de jogador, pois eu tinha 2 amigos nessa época que vinham todos os sábados para jogar e a gente só jogava Ultimate Mortal Kombat 3. Podem falar o que quiserem, mas eu gosto muito deste jogo. O único problema é que eu sempre gostei mais de Street Fighter II e eles não gostavam. Eles achavam que para um jogo ser bom tinha que ter "Fatalities e Brutalities"... Certa vez, vieram uns parentes em casa, numa "Sexta-Feira Santa" e meus primos e eu estávamos loucos para jogar, mas minha mãe não deixava, ela dizia que não se podia fazer nada neste dia. Com jeitinho meu primo conseguiu fazê-la deixar a gente jogar, mas ela disse assim: "Podem jogar, mas joguem corrida ou futebol, nada violento." HAHA! Foi ela virar as costas e jogamos UMK3 até de madrugada...

Eu jogava tanto UMK 3 que frequentemente gravava as minhas lutas no videocassete só para ver onde eu errava, para treinar e ganhar dos meus amigos...
UMK 3 - Diversão Total

Pouco tempo depois uma amiga da minha irmã estava vendendo um PS1 (quadradão) novinho. Eu comprei e entrei em outra fase, a dos Resident Evil's e Winning Eleven's. Mas isso contarei em outro texto...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O que me trouxe até aqui. - Parte 02

Primeira parte: clique aqui.

Quando o meu Atari já não servia, pois eu queria jogar Sonic, Street Fighter, Tartarugas Ninja e Battletoads comecei a jogar na casa dos amigos e eram muitos os que tinha um Mega Drive. Em uma da primeiras vezes que vi o console da Sega, joguei Road Rash. Aquilo era incrível e a violência durante as corridas era o suprassumo para uma geração que cresceu nos fliperamas da vida. O primeiro jogo que eu vi foi Sonic 2, como não poderia deixar e ser, já que o game acompanhava o console...

O engraçado era que quem eu vi jogar Sonic não era nenhum amigo meu, nem o dono do console e sim a mãe dele. Eu ia na casa deles e via ela sentada no sofá o dia todo, jogando e jogando. Ela gritava e gritava quando morria. Certa vez eu peguei o segundo controle, só para segurar. Eu não sabia que dava para conduzir o Tails (a fase do óleo), então sai correndo com a raposa para fora da tela e só ouvi o barulho da plataforma caindo. Ela olhou com cara de ódio e gritou: "Você viu o que fez?! Como eu vou passar lá agora?" - Não é uma lembrança agradável. 

E ela não sossegou até zerar o jogo e aquilo já tinha sido o máximo pra mim, mas então, quando eu achei que ela ia largar o controle (e deixar a gente jogar, porque eu queria jogar Street Figher 2 e Mortal Kombat 1, que eles também tinham), ela disse: "Agora tenho que zerar com o Sonic loiro!" E ela conseguiu...

Outros amigos tinham seus Megas, cada um com um jogo diferente. Tinham um que tinha Sonic 2, outro Rambo, um coitado tinha Fifa International Soccer e por aí ia. E foi nessa época que eu conheci as locadoras. Eu acordava cedo e ia com um amigo alugar Battletoads (quem todos sabem, eu nunca terminei nem o do Mega), Spiderman - Maximum Carnage (sonhei durante muito tempo ter este jogo), Sonic 3, Sonic & Knucles... Eu cheguei a abrir uma conta na locadora mesmo sem ter videogame algum...
Marvel Super Heroes

O tempo foi passando e eu sem nenhum console. Eu era muito novo para trabalhar, então, aconteceu que eu conheci as casas de fliperama. Eu já tinha visto e jogado uma máquina antes disso, pois tinham um boteco em frente a casa onde eu morava com Street Fighter 2 em que a molecada fazia fila para levar uma surra. Demorou até alguém conseguir zerar a máquina - e não fui eu.
Voltando às casas de fliperama, aqui na cidade tinha duas (cidade pequena), quase vizinhas. O jogo do momento era Marvel Super Heroes, eu estava na 7ª série e matava aulas quase todos os dias para ir jogar com outros dois amigos (quem não fazia isso na época?)

Uma das locadoras tinha uns 8 consoles para jogar por hora, se não me engano eram 5 playstation, 1 Nintendo 64, um Super Nintendo e um Neo Geo CD. Eu e o amigo das casas de fliperamas começamos a ir jogar todos os dias. Jogávamos Street Fighter Zero até fazer bolhas nos dedos. Foi nessa época que conheci o velho esquema da camiseta sobre o dedo... Esse amigo tinha um Master Sistem com After Burner e Sonic, mas nós quase nunca jogávamos.

Como eu não tinha nenhum console, quando não estava na casa de algum amigo ou algum fliperama, jogava futebol de botão. Nessa época cheguei a ter mais de cinquenta times e fazíamos campeonatos que reuniam toda a molecada na garagem de casa (meus pais deviam adorar, rsrs). O engraçado era que a molecada que se reunia m casa era justamente daqueles que não tinham nenhum videogame em casa...

Certo dia o amigo do Master Sistem chegou para mim na escola - estudávamos na mesma sala - e disse:"ganhei um Playstation!" Foi uma festa! Jogávamos todos os dias e nas sextas-feira matávamos as duas  últimas aulas só para jogar. A mãe dele trabalhava na escola, então tínhamos que fugir sem deixar vestígios, pois ela era muito rígida quanto aos estudos, chegando a me forçar a estudar quando eu estava na casa dela. Tenho saudades disso... 

Certo dia esse amigo e eu combinamos de fazer um trabalho na casa dele, era sábado e o plano era fazer o tal trabalho muito rápido e jogar. Eu não lembro de quem foi a ideia, provavelmente de ambos, de jogar um pouco antes de fazer o trabalho. O problema era que ele tinha o jogo "Worms" e muita gente que foi chegando e chegando. Aquele jogo era extremamente viciante. Lembro que estávamos em muitos na casa dele e não paramos de jogar o mesmo jogo. O plano era fazer o trabalho, jogar um pouco e ir embora. Eu havia dito à minha mãe que chegaria por volta da 1 hora da tarde. A mãe dele fez o almoço e todos almoçamos, fez o café da tarde, a janta. Lembro de dizer "nossa já tah escuro?!" passou um tempo e a mãe desse amigo me chamou, dizendo que era minha mãe ao telefone. Vou reproduzir a conversa:

Eu: - Oi, mãe.
Minha mãe: Oh, meu filho! Você viu que horas são?
EU: Mãe! Eu tô jogando!
Minha mãe: Mas meu filho, você disse que chegaria 1 hora da tarde. Você viu que horas são?
EU: Não, mãe! Eu tô jogando!
Minha mãe: Meu filho, são quinze para a meia-noite!

Parei de jogar na hora e fui para casa, mas o resto do povo continuou a jogar E não fizemos o tal trabalho...

Agora chega, o texto está ficando muito longo. No próximo falarei dos meus primeiros consoles...








quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O que me trouxe até aqui - Parte 01

Hoje resolvi contar como eu virei um jogador de videogames. São apenas lembranças...




Em 1990 eu morava em uma cidade chamada Maringá e tinha um mini-game. Eu nem sei se é esse o nome do aparelho, mas eu o chamava assim. Era um tipo de clone do Game & Watch que tinha um jogo de futebol que consistia em chutar infinitas vezes uma bola pra dentro do gol e ainda tinha um goleiro que nunca defendia nada! Cada gol valia um ponto (mesmo? Dã) e eu lembro do dia em que eu fiz 10.000 pontos (Chupa Pelé! rsrs). Foi, então, que meu pai apareceu com um Atari 2600 em casa. Eu já tinha visto um videogame, era um CCE, não lembro qual, mas era clone de Atari. Meu pai me entregou o aparelho e eu fiz tanta força para segurá-lo, pensando que seria muito pesado, que ele quase pulou da minha mão e caiu no chão. O aparelho estava sem caixa. 

Meu pai tinha me dado uma TV preto e branca, marca Philips, com um pino que tinha que girar para a tela parar de pular. Eu não sei pra que era aquilo, mas me dava uma baita raiva quando a tela começava a pular e eu tinha que parar de jogar para arrumar. O interessante é que essa TV dava tanto problema que o rapaz que arrumava ela me ensinou a consertar um dos problemas que davam nela apenas com um pedaço de arame. Não lembro bem o que eu fazia, mas funcionava. Meu pai levava o Atari para a garagem e logo os vizinhos se amontoavam. Era uma festa, e no bom e velho estilo "uma vez de cada".
A TV parecia com esta, só que toda preta...

Em 1992 nos mudamos para Apucarana, e ainda o meu Atari fazia sucesso. Eu enchia a garagem de casa, mas o meu Mini-game eu troquei por um monte de coisas, inclusive dois times de futebol de botão, que logo passou a ser o que eu mais jogaria, em detrimento do meu Atari...

Meus amigos passaram a ganhar seus Mega Drives e eu ainda no Atari. Logo ele não teria mais graça alguma e eu me desesperaria para ter um console onde o Sonic passasse correndo pela tela "SEEEEGAAAA!"


Eu sei que já escrevi essas coisas antes, mas é só uma introdução. No próximo texto eu falarei do Mega Drive...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pirataria - Um mal necessário na vida de (quase) todo gamer

"Nossa, joão?! Você vai escrever sobre pirataria?"
"Pois, é. Vou."

Faz tempo que eu quero escrever sobre isso. Eu já escrevi antes quando falei que meu Wii é desbloqueado, mas não da maneira como eu queria.

Hoje em dia é muito fácil encontrar "puristas" que apontam o dedo na nossa cara dizendo que não compram jogos piratas e que isso "contribui" para uma pá de coisas. OK, eu não considero a coisa mais bonita do mundo admitir que utilizo disso, mas convenhamos, quem nunca se "beneficiou" com isso? O mundo dos games cresce a cada dia e com ele os jogos vão se tornando mais e mais realistas e, mesmo o resultado final não sendo sempre tão bom, nós queremos ver como é. E para isso precisamos gastar uma boa grana. Eu conheço gente que não compra mais nada pirata simplesmente por uma mudança de atitude e de valores, o que é louvável, eu garanto, e conheço também quem tem em casa os 3 consoles desta geração (quase passada) e que desbloqueou o Xbox 360 e o Wii para ter vários jogos e mantém o PS3 original por conta dos benefícios que a conta da PSN traz. Nos dois casos eu acho que estão certos, afinal, cada um sabe o que tem e onde aperta também, e se é o que dá pra fazer, amém. Um dia eu chego lá...

O caso é que também conheço quem não tem nenhum jogo original, nenhunzinho sequer e fala mal da pirataria aos quatro ventos. Ai também não...

Mas o que eu quero dizer com tudo isso?

 Bem, vejamos o retrospecto dos games na nossa terrinha. O PS1 fez um sucesso danado e, creio eu, muito por conta da pirataria. Não estou dizendo que seria muito diferente caso não existisse a pirataria, pois o PS1 era um console fadado ao sucesso, mas que aqui no Brasil isso foi favorável, isso foi. E o mesmo aconteceu com o seu sucessor, o PS2. Em todos os lugares tinha uma banquinha vendendo jogos de PS2 "3 por R$10,00", e, convenhamos, é uma disputa desonesta com o original. Ok, o pirata não tem garantia, não tem encarte e a mídia não presta e estraga logo, mas em compensação, se o jogo for ruim a pessoa descarta ou troca sem dó. E a maioria esmagadora nem se importa em guardar o game depois de zerado. Aliás, a maioria esmagadora só quer saber de "PES Brazukas 2012... 2013." 

Mas então, por que a pirataria é um mal necessário? Deixa eu explicar o meu ponto de vista...

Hoje em dia, com o advento dos colecionadores de plantão, é muito difícil encontrar alguns jogos por aia preços no mínimo razoáveis. Eu mesmo conheço um rapaz que tem 2 Dragon Warrior de Super Nintendo e ele não vende por menos de 60 lascas cada um. E no começo do anos ele me ofereceu os mesmos jogos por 30 lascas (nos 2). Então, como fazer para jogar? Bem, recorrer aos emuladores é uma ótima solução. A honra samurai vai pro espaço, mas pelo menos posso jogar...

E o que eu já joguei por conta dos emuladores? Muita coisa, como Super Mario RPG, Final Fantasy 1, e Street Fighter 1. Bem, como nos dias de hoje eu tenho uma condição um pouco melhor que antes vou conseguindo alguns jogos que eu sempre quis, como Sonic & Knucles, Battletoads ou Super Metroid, mas isso vai acontecendo bem devagar, um jogo por vez...

Não estou aqui defendendo nem malhando a pirataria, só dizendo que se não fosse por ela a maioria de nós não poderia desfrutar de muitos e bons jogos e, sem dúvida, estaríamos atrasados jogando nossos PS2, PS1, N64, Snes...

No final do texto vou postar screenshots dos jogos que tenho jogado ultimamente no de GBA para PSP...

T+ 




























domingo, 26 de agosto de 2012

Eu odeio Super Mario World...



Título interessante para um texto, não? Pois é...

Na verdade eu não odeio este jogo, considero um dos melhores que já joguei, mas existe um fato até certo ponto traumatizante em relação a este game, o que me faz até hoje olhar torto para ele...

Mas primeiro, senta que lá vem história...

Na minha infância, como eu já escrevi aqui, conheci o Mega drive antes do Super Nintendo, que foi na época em que tive o meu primeiro Atari 2600. Meus amigos estavam fazendo a transição do Nes (quase todos imitações, claro) para o Mega Drive, e foi nele que conheci Sonic. Aquelas cores, a jogabilidade e velocidade fizeram com que eu me tornasse "Seguista" muito antes de conhecer o Super Nintendo. 
Certo dia eu joguei Super Mario World e foi impossível não compará-lo ao Sonic, já que ambos vinham na caixa dos seus respectivos consoles. Eu ainda não tinha nenhum dos aparelhos, mas já tecia meus comentários sobre os jogos. Mario era lento e mais difícil do que o rival, e como eu jogava na casa dos amigos não podia me prender em alguma parte. Talvez isso tenha me motivado tanto a jogar os jogos de luta nessa época, já que poderia obter êxito mais facilmente. E como Sonic era muito rápido e relativamente curto, não era difícil para eu escolher qual seria meu favorito. E por conta disso, nunca gostei realmente de Super Mario World.

Mas ai, tempos depois, conheci Super Mario 64 e o jogo me fez mudar de ideia em relação ao bigodudo da Nintendo. O jogo era simplesmente fantástico, joguei dias seguidos e só sosseguei quando terminei as 120 estrelas - muito frustrado por apenas ver o Yoshi dormindo e receber vidas que nem precisaria...

Mas então, como Super Mario 64 era bom resolvi dar uma chance para a versão do Super Nintendo. Na época eu dei um Super Nintendo para minha esposa (na época ainda namorávamos) e começamos a jogar no bom e velho esquema "uma vida de cada". O jogo foi me conquistando e a cada obstáculo vencido mais e mais eu achava que ele era um jogão! Foi então que eu vi o castelo final...

Minha esposa e eu jogamos tanto, até que encontramos um personagem que nem sei o nome, mas o infeliz acabou com a gente. Passamos tanta raiva, gritávamos, eu queria jogar o controle na parede. Tanta gritaria chamou a atenção de uma conhecida da minha esposa. Ela entrou  e ficou vendo a gente jogar...
Eu não sei o nome, mas é ele...


E aconteceu que...

E nós morremos mais algumas vezes até que eu disse "chega!" e larguei o controle. Minha esposa também desistiu e eu fui desligar o console quando essa conhecida dela disse "posso jogar?" Eu a conhecia e ela não parecia do tipo que jogava videogame. Na verdade eu nunca tinha imaginado um controle na mão dela. Entreguei o controle e disse que podia jogar. E eu olhei para minha esposa com um olhar de "o que ela pensa que tá fazendo?" Pois bem...

Ela pegou o controle e com um sorriso que misturava cinismo com infantilidade debulhou o jogo na nossa frente. Com ela o Mário pulava mais alto, descobria partes do cenário que eu nem imaginava e poucos minutos depois ela zerou o jogo. Sem morrer nenhuma vez. Quando peguei o controle de volta fiquei com cara de bobo, por conta do que tinha pensado antes. Até hoje não consigo jogar Super Mario World até o fim...
Por dentro eu queria fazer isso com ela...

Mas na verdade eu me senti assim vendo ela jogar...


Mas uma coisa eu tenho que dizer, a guria jogava muito, tanto que depois ela começou outra vez o jogo, mas, mesmo não indo muito longe, fiquei impressionado.

Depois que ela zerou o jogo eu perguntei como ela sabia jogar tão bem e ela respondeu (mais ou menos assim):
"Meu irmão tinha um Super Nintendo e a gente só tinha o Mario para jogar. Eu já zerei umas 15 vezes..."

Precisa dizer mais?

Na verdade eu não odeio esse jogo, só sou traumatizado o bastante para não conseguir jogá-lo até o fim...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Uma besteira chamada "Call of Duty" - parte 2

Este texto está dividido em duas partes, para ler a primeira parte Clique Aqui.


Nesta segunda parte do texto começarei com um esclarecimento. Eu queria jogar este jogo, afinal, é o maior nome do momento em jogos de tiro. Além de todo o primor da produção, muito bem feita. mas nem tudo são flores...

Call of Duty: Modern Warfare 3 pra Nintendo Wii

Eu estava jogando Modern Warfare Refles e Modern Warfare 3 simultaneamente. Jogava um pouco de um, ai parava e começava a jogar o outro. E como havia outros games que eu queria jogar, parava com Call of Duty e partia para outros títulos. Mas eu tinha que terminá-los e sábado passado (04/08/2012) terminei "Reflex" e no domingo (05/08/2012) terminei Modern Warfare 3...

Ok, fale-me do jogo

O jogo é muito bom, muito bem feito, mesmo no Wii, e como escrevi no texto anterior, o Wii Remote melhora a jogabilidade.
A história gira em torno da 3ª Guerra Mundial, ou algo assim. É uma Guerra entre EUA e Rússia, a eterna necessidade que as produtoras tem de encontrar um inimigo que justifique sair dando tiros por ai...
E é ai que a coisa entorta...

Os jogos de Tiro "em primeira pessoa" (vamos conjugar verbos, rsrs) são o que há de mais próximo para nos sentirmos dentro do jogo. É mais ou menos como se você olhasse através dos olhos do personagem. Em Call of Duty a gente fica passando de um lado para o outro, a história é fácil de se entender, mas é um pouco frustrante. Pra mim não justifica tanta fama. É um jogo comum...

Mas vale dizer que matar o tal Makarov com as próprias mãos (sem armas) é interessante.

Lembro que antes do lançamento de Modern Warfare 3 a produtora liberou vídeos jogo que foram criticadas, como a cena em que uma explosão mata uma menininha entre outras, porém, mas eu percebo que call of Duty é mais "firula" do que jogo. Fazer o quê?

Vídeo comparando Call of Duty: Modern Warfare 3 de Wii e X360